Mesmo com a cotação do Brent alcançando US$ 100 o barril após novos conflitos no Oriente Médio, o governo federal não pretende reativar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24/07/2026) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a divulgação da avaliação do resultado primário do terceiro bimestre.
Moretti destacou que continuam em vigor o subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel e o benefício de R$ 0,44 por litro de gasolina, este último prorrogado na quinta-feira (23). “Entendemos que, diante do cenário atual, é necessário segurar a retirada gradual desses apoios, mas não há justificativa para retomar o valor de R$ 0,35”, declarou o ministro.
Os incentivos ainda ativos custam aproximadamente R$ 6,7 bilhões por mês aos cofres públicos. A subvenção de R$ 0,35, primeira a ser criada, foi encerrada em 1.º de julho, quando o governo avaliou que o conflito entre Irã e Estados Unidos caminhava para um cessar-fogo.
Combustíveis e etanol
Em maio, o Planalto instituiu o subsídio de R$ 0,44 para a gasolina, que segue válido. Paralelamente, o Ministério de Minas e Energia elevou a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%. A nova proporção entra em vigor em 1.º de agosto, com duração inicial de seis meses e possibilidade de prorrogação por até um ano. A iniciativa é contestada na Justiça pelo Ministério Público Federal.
Tensão no Oriente Médio pressiona preços
Na quarta-feira (22), rebeldes houthis atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, com apoio do Irã. A Arábia Saudita respondeu bombardeando a cidade iemenita de Hodeida. Os ataques elevaram o preço do Brent a US$ 100, patamar que não era registrado desde maio.
Com informações de Gazeta do Povo