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Fachin anula decisões de Mendonça e Dino sobre a liderança da Polícia Federal

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma medida decisiva ao anular ordens conflitantes de seus colegas André Mendonça e Flávio Dino, que impactavam a cúpula da Polícia Federal (PF). A decisão foi anunciada na noite de ontem e busca restaurar a ordem institucional após o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e a tentativa de Dino de reintegrá-lo ao cargo.

A crise teve início quando Mendonça decidiu afastar Rodrigues e o diretor de inteligência, Leandro Almada, alegando que relatórios da própria PF indicavam um suposto uso político da estrutura policial. O ministro argumentou que esses diretores estavam sob investigação por possível monitoramento ilegal de suas atividades e decisões judiciais, especialmente em casos sensíveis, como fraudes no INSS e investigações sobre o Banco Master.

A tensão aumentou quando Alexandre de Moraes utilizou os relatórios da PF para questionar Mendonça, resultando na divulgação de informações que sugeriam interferência política do ministro. Em resposta, Mendonça apresentou mensagens que ligavam Moraes a alvos de investigação, acirrando ainda mais o embate entre os ministros.

Flávio Dino, por sua vez, tomou a iniciativa de revogar o afastamento de Mendonça, alegando que Rodrigues e Almada deveriam retornar imediatamente aos seus cargos. Essa ação, no entanto, foi criticada por especialistas, que apontaram a falta de imparcialidade de Dino, já que ele havia sido superior direto de Rodrigues quando era ministro da Justiça.

Com a sua intervenção, Fachin centralizou as decisões relacionadas ao caso, considerando inadmissível a instabilidade gerada por ordens judiciais conflitantes que afetavam a segurança pública e a imagem do Judiciário. Ele estabeleceu um prazo de 48 horas para que Rodrigues apresente informações oficiais e 72 horas para que Mendonça forneça esclarecimentos sobre suas ações. A partir dessas informações, Fachin decidirá se Rodrigues continuará no comando da Polícia Federal.

Fonte: Gazeta Do Povo.