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Golpes com Pix avançam: saiba quais são os mais comuns e como evitá-los

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Com o crescimento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, criminosos têm explorado a rapidez das transferências para aplicar fraudes cada vez mais elaboradas. Segundo especialistas, a agilidade que faz do serviço um sucesso também abre brechas para golpes virtuais.

O gerente de segurança da informação do Paraná Banco, Sidnei Fernando, explica que a principal vantagem do Pix — o dinheiro cair na conta em poucos segundos — dificulta a reação das instituições financeiras e das vítimas. “Por causa da velocidade, o fraudador se beneficia. Em alguns casos, o banco até tem um prazo curto para analisar, mas é difícil acompanhar”, afirma.

Engenharia social domina as fraudes

Grande parte dos crimes usa técnicas de engenharia social, método em que o golpista manipula a vítima psicologicamente fingindo ser alguém de confiança.

  • Falso funcionário do banco – O criminoso liga dizendo que há compra suspeita no cartão e promete cancelamento imediato se a vítima seguir instruções.
  • “Mão fantasma” – A pessoa é convencida a instalar um programa que dá acesso remoto ao celular ou computador. “O banco nunca pedirá instalação de software”, alerta Fernando.
  • QR codes e links maliciosos – Códigos de pagamento trocados em estabelecimentos ou links enviados por mensagem redirecionam o dinheiro ao golpista ou liberam controle do aparelho.

Quem são as principais vítimas

Idosos e usuários com pouca familiaridade digital concentram a maior parte dos casos. “O criminoso faz terrorismo emocional para impedir qualquer reação”, explica o especialista.

Como agir após o golpe

Em caso de fraude, a orientação é:

  • contatar o banco imediatamente;
  • solicitar a ativação do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite o bloqueio provisório dos valores;
  • registrar boletim de ocorrência e procurar uma delegacia especializada, como o Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes).

A devolução do dinheiro é possível, mas depende da rápida identificação do golpe e da localização dos recursos, que geralmente são pulverizados em diversas contas em poucos segundos.

Golpes com Pix avançam: saiba quais são os mais comuns e como evitá-los - Imagem do artigo original

Imagem: Marcello Casal jr via gazetadopovo.com.br

Dicas para evitar prejuízos

  • Desconfie de ligações que peçam códigos ou instalação de aplicativos;
  • não clique em links recebidos de remetentes desconhecidos;
  • confira nome, CPF ou CNPJ antes de confirmar transferências;
  • suspeite de ofertas muito abaixo do preço de mercado.

Dados do Banco Central apontam que 47 milhões de chaves Pix pertencentes a 11 milhões de pessoas já foram expostas em diferentes vazamentos, aumentando a preocupação com a segurança nas transações.

Para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre fraudes digitais, a Gazeta do Povo disponibiliza o curso “Na Mira dos Golpes”, ministrado pelo delegado Emmanoel David.

Com informações de Gazeta do Povo

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