Brasília – O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) apresenta nesta quinta-feira, 16 de abril, em São Paulo, o plano econômico liberal que pretende adotar caso seja eleito em outubro de 2026.
O projeto foi elaborado sob a coordenação do economista Carlos Costa, ex-integrante da equipe do Ministério da Economia durante a gestão de Paulo Guedes no governo Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida em 14 de abril, Costa afirmou que o primeiro passo será um amplo ajuste fiscal para conter o “descontrole” das contas públicas. “Sem responsabilidade fiscal, nada do resto avança”, declarou.
Os cinco pilares
Segundo Costa, o programa de Zema apoia-se em cinco eixos:
1. Acabar com o ‘custo Brasil’
2. Empreender tem que ser simples
3. Fazer o governo caber no bolso do brasileiro
4. Reduzir juros e inadimplência
5. Facilitar a compra e venda com o mundo
A meta de zerar o ‘custo Brasil’
Costa calcula em R$ 1,7 trilhão o impacto anual do ‘custo Brasil’ — diferença entre produzir no país e em uma economia média da OCDE. Para eliminar esse valor, o plano promete enfrentar a complexidade tributária, o preço da energia, a falta de infraestrutura e o alto custo de contratação de mão de obra.
Simplificação para empresas
O segundo pilar mira a desburocratização do ambiente de negócios. Entre as propostas estão a ampliação do teto do Simples Nacional e a redução de obrigações acessórias, a fim de estimular a formalização de pequenos empreendimentos.
Estado ‘enxuto’ e privatizações
Inspirada na experiência mineira de Zema, a campanha defende corte de gastos administrativos, diminuição de secretarias, redução de cargos comissionados e enxugamento do quadro de servidores. “É cortar gastos ineficientes e, ao mesmo tempo, privatizar tudo, sem exceção”, afirmou Costa.
A meta é vender todas as estatais federais para modernizá-las, reduzir a dívida pública e liberar recursos do mercado de crédito. O coordenador estima que, com a dívida menor, o Banco Central poderá derrubar pela metade a taxa básica de juros nos primeiros seis meses de um eventual governo, sem recorrer a medidas artificiais.
Programa ‘Sócios do Brasil’
Entre as iniciativas previstas está o ‘Sócios do Brasil’, que destinará parte do superávit primário para um fundo de ações. A ideia é depositar R$ 1 mil em nome de cada recém-nascido, quantia que só poderá ser sacada quando o beneficiário completar 18 anos.
Abertura comercial
O quinto eixo prevê ampliar as relações comerciais priorizando acordos via OCDE e reduzindo gradualmente tarifas de importação, com o objetivo de transformar a economia brasileira em uma das mais abertas do mundo.
A apresentação oficial do plano ocorrerá em evento na capital paulista, onde Zema detalhará as medidas e o cronograma de implementação, caso vença a eleição.
Com informações de Gazeta do Povo