Home / Política / Toffoli propõe cassar mandatos de políticos que atacam STF após ser citado por CPI

Toffoli propõe cassar mandatos de políticos que atacam STF após ser citado por CPI

ocrente 1776198869
Spread the love

Brasília, 14 de abril de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (14) a cassação de mandatos e a declaração de inelegibilidade de políticos que, segundo ele, atacam instituições para conquistar apoio eleitoral.

O posicionamento foi dado durante sessão da Segunda Turma da Corte, poucas horas depois de o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alexandre Vieira (MDB-SE), recomendar o indiciamento de Toffoli e de outros ministros do STF no relatório final da comissão.

“Abuso de poder para obter votos”

Para Toffoli, parlamentares que dirigem críticas ao Supremo com o objetivo de ganhar votos cometem abuso de poder. “Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando instituições para obter voto e conspurcar o voto do eleitor”, afirmou. O ministro acrescentou que a Justiça Eleitoral “não faltará em punir” esse tipo de conduta.

Gilmar Mendes fala em “lavajatismo”

Presidente da Segunda Turma, o ministro Gilmar Mendes classificou o pedido de indiciamento como “proposta tacanha” e “erro histórico”. Segundo ele, a iniciativa carrega “um quê de lavajatismo” por recorrer, em sua avaliação, a vazamentos seletivos, narrativas midiáticas e denuncismo para pressionar magistrados.

Gilmar criticou ainda o vazamento de dados pessoais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante os trabalhos da comissão, e ironizou a atuação de congressistas que, na sua visão, desconhecem o funcionamento das instituições. Ele lembrou ter sugerido ao senador Sergio Moro (PL-PR) que “aproveitasse a biblioteca do Senado”.

“Adoro ser desafiado”, diz decano

O ministro afirmou ver o indiciamento como desafio: “Cada qual reage de uma forma a esse tipo de contingência. Eu, como sabem, adoro ser desafiado”. Em tom crítico, retomou antigas divergências com o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, associando-o aos excessos atribuídos à Operação Lava Jato.

O relatório da CPI ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado antes de eventual encaminhamento aos órgãos competentes. A comissão investigou supostas irregularidades envolvendo organizações criminosas e citou integrantes do Judiciário sob a acusação de interferência.

Com informações de Gazeta do Povo