A dívida pública federal do Brasil ultrapassou a marca de R$ 9 trilhões em maio de 2026, atingindo R$ 9,033 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26).
O estoque avançou R$ 234,4 bilhões em relação a abril. De acordo com o Tesouro, o aumento foi puxado por emissão líquida de títulos (R$ 134,46 bilhões) e pela incorporação de juros (R$ 99,94 bilhões).
No acumulado deste ano, a dívida cresceu R$ 397,6 bilhões, alta de 4,6%. Títulos negociados no mercado interno respondem por 96,23% do total, enquanto a dívida externa representa 3,77%.
Custos e composição
O custo médio da dívida em 12 meses subiu de 12,22% para 12,31% ao ano, refletindo o cenário de juros elevados. Os papéis atrelados à taxa flutuante passaram de 48,59% para 48,99% do estoque; os prefixados, de 20,85% para 21%; e os indexados à inflação recuaram de 26,76% para 26,26%, mantendo-se dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento de 2026.
Prazo e vencimentos
O prazo médio da dívida caiu de 4,12 para 4,07 anos. Já a parcela de títulos que vencem nos próximos 12 meses aumentou de 18,99% para 20,26%, ainda dentro das metas do Tesouro.
Com a taxa básica de juros da economia em 14,25% ao ano, o crescimento do endividamento tende a pressionar o orçamento federal, elevando os desembolsos com juros e reduzindo o espaço para outras despesas públicas.
Com informações de Gazeta do Povo