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Desemprego atinge 6,1 milhões de brasileiros e marca menor taxa para maio desde 2012

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O Brasil encerrou o trimestre de março a maio de 2026 com 6,1 milhões de pessoas desocupadas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26). A taxa de desemprego ficou em 5,6%, repetindo o resultado do trimestre imediatamente anterior e registrando o menor patamar para o mês de maio desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

Na comparação anual, quando a taxa estava em 6,2%, houve recuo de 0,6 ponto percentual. O contingente de desempregados diminuiu 9,3% (menos 624 mil pessoas), enquanto a população ocupada avançou para 102,7 milhões, acréscimo de 558 mil trabalhadores no trimestre.

Mercado de trabalho formal e informal

Entre os empregados do setor privado, 39,3 milhões possuíam carteira assinada e 13,4 milhões trabalhavam sem registro, ambos estáveis no comparativo trimestral. O número de trabalhadores por conta própria permaneceu em 26 milhões, e o de empregadores foi estimado em 4,2 milhões.

No serviço doméstico, o total de trabalhadores seguiu estável frente ao trimestre anterior, mas apresentou redução de 328 mil vagas em relação a 2025.

Setor público em alta, renda em baixa

O emprego no setor público cresceu 3,6% ante o trimestre anterior, alcançando 13,1 milhões de pessoas. Apesar da expansão, o rendimento médio real dessa categoria recuou 3,1% (R$ 172), reflexo da contratação de servidores temporários e municipais com salários menores, explicou o analista do IBGE William Kratochwill.

Em 12 meses, empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e profissionais por conta própria registraram aumento na renda média.

Subutilização e informalidade em queda

A taxa composta de subutilização caiu para 13,3%, menor nível da série histórica. Houve redução no número de subocupados (13,3%), de pessoas desalentadas (10,2%) e da população subutilizada, que somou 15,1 milhões.

Já a informalidade atingiu 37,3% dos ocupados — cerca de 38,3 milhões de trabalhadores —, leve queda frente aos períodos anteriores, mantendo tendência de estabilidade.

Com informações de Gazeta do Povo