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Copom mantém corte tímido da Selic para 14,50% e volta a alertar sobre risco fiscal

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Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a apontar a indisciplina fiscal do governo como obstáculo para reduções mais expressivas na taxa básica de juros. O alerta está na ata da reunião encerrada na quarta-feira (29) e divulgada nesta terça-feira (5).

No encontro, o colegiado decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, dando sequência ao movimento de ajustes graduais iniciado no ano passado. Segundo a ata, “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia”.

Conflitos no Oriente Médio pesam

O Copom justificou o ritmo cauteloso de cortes citando a “forte alta da incerteza” gerada pelos conflitos no Oriente Médio, que afetam preços de ativos e de commodities. “O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária”, registra o documento, destacando que passos futuros dependerão da evolução desse cenário.

Histórico recente da Selic

A Selic permaneceu estável por oito meses em patamar elevado antes de iniciar a trajetória de baixa:

  • jan/2025: 13,25%;
  • mar/2025: 14,25%;
  • mai/2025: 14,75%;
  • jun/2025: 15,00%;
  • mar/2026: 14,75%;
  • abr/2026: 14,50% (atual).

Desaceleração do PIB

O colegiado também registrou perda de fôlego da atividade econômica. O Produto Interno Bruto cresceu 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Para 2026, analistas consultados pelo boletim Focus projetam expansão de 1,85%.

O Copom concluiu que novas decisões considerarão “informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

Com informações de Gazeta do Povo