São Paulo – 18 de julho de 2026. O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) vive uma de suas maiores crises de imagem depois de promover uma demissão em massa e confirmar a antecipação de R$ 43 milhões em lucros para evitar a nova tributação sobre dividendos, que passa a valer em 2026.
Demissões atingem núcleo jornalístico
A onda de cortes alcançou o diretor de jornalismo, Leandro Demori, além de repórteres, apresentadores e profissionais administrativos. Segundo o fundador Eduardo Moreira, o jornalismo custou R$ 8 milhões em 2024, R$ 14 milhões em 2025 e poderia chegar a R$ 22 milhões em 2026, valor considerado incompatível com a receita gerada pelos cursos on-line que financiam o instituto.
Antecipação de dividendos
Documentos divulgados por veículos de esquerda apontam que o ICL distribuiu antecipadamente os lucros referentes a 2024 e 2025. Desse montante, cerca de R$ 25,1 milhões ficaram com Moreira. Em vídeo publicado no Instagram, o empresário confirmou ter liberado o caixa para evitar a cobrança do novo Imposto de Renda sobre dividendos, que classificou como “indevido” para o caso específico.
Nova lei de tributação
A Lei 15.270/2025 instituiu alíquota de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por beneficiário a partir de janeiro de 2026. Para ficar fora da incidência, empresas precisaram aprovar a distribuição de resultados até 31 de dezembro de 2025, possibilidade utilizada pelo ICL.
Contradição exposta
A estratégia contrasta com as declarações públicas de Eduardo Moreira, que há anos defende maior taxação sobre renda de acionistas e critica a baixa cobrança sobre lucros no Brasil. O episódio gerou críticas de ex-funcionários e de seguidores do instituto nas redes sociais.
Moreira afirmou que os sócios que permaneceram no ICL usarão os valores antecipados para cobrir compromissos futuros, estimados em aproximadamente R$ 100 milhões. Já os sócios desligados permanecerão com a parte que receberam.
Com informações de Gazeta do Povo