A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) oficializou sua pré-candidatura à reeleição em 2026 pela coligação PSB-PT, contando com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A confirmação foi feita na última sexta-feira, 17 de julho, em publicação nas redes sociais.
Eleita pela primeira vez em 2018 com o respaldo do então presidenciável Jair Bolsonaro, à época no PSL, Soraya recordou que “nunca deixou de ser” candidata ao novo mandato. Em 2021, ela chegou a ocupar a vice-liderança do governo Bolsonaro no Congresso, defendendo a aprovação de reformas, pautas conservadoras e a flexibilização da posse e do porte de armas.
Ruptura durante a pandemia
O afastamento político entre a parlamentar e o ex-presidente começou em 2021, quando Soraya passou a priorizar a vacinação contra a Covid-19 e criticou a condução da crise sanitária pelo Planalto.
Disputa presidencial em 2022
Após deixar o PSL, Soraya ingressou no União Brasil e disputou a Presidência da República em 2022, terminando em quinto lugar. No período eleitoral, ganhou destaque por um embate televisivo com o candidato Padre Kelmon, a quem chamou de “padre de festa junina”.
Passagem pelo Podemos e atuação local
Em 2023, a senadora filiou-se ao Podemos, presidiu o diretório estadual em Mato Grosso do Sul e apoiou Beto Pereira (PSDB-MS) na eleição municipal de Campo Grande em 2024, encerrada com Pereira na terceira colocação. No Senado, concentrou-se em projetos de combate à violência contra a mulher e ao machismo na política.
Entrada no PSB e aproximação com Planalto
A mudança para o PSB ocorreu em abril de 2026, consolidando laços com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com Lula. Em junho, Soraya participou da comitiva presidencial em agenda no Mato Grosso do Sul, onde posou para fotos ao lado do chefe do Executivo.
Questionada sobre as frequentes trocas de partido, afirmou ter “recalculado a rota” e declarou que “uma sigla ou cor diferente não mudam” seus valores.
Com a confirmação da pré-candidatura, a senadora se prepara para disputar um novo mandato em outubro, desta vez ancorada pela base governista federal.
Com informações de Gazeta do Povo