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Celular de Roberta Luchsinger pode trazer novas revelações; Lulinha deve ser ouvido pela PF após as eleições

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A Polícia Federal (PF) continua a investigar o celular de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apreensão do aparelho ocorreu há quase dez meses, e os especialistas ainda estão analisando o conteúdo, que pode revelar informações sobre uma rede de influência estabelecida por Luchsinger junto a membros do governo federal.

Fontes da PF indicam que a convocação de Lulinha para depor deverá acontecer somente após o segundo turno das eleições. A razão para essa espera é a quantidade de dados ainda a serem examinados e o fato de que Lulinha reside na Espanha, necessitando viajar ao Brasil para prestar esclarecimentos.

A investigação está inserida em um contexto político delicado, onde a repercussão do depoimento de Lulinha poderia impactar a campanha eleitoral de seu pai, criando uma situação de desgaste para o governo. Dentro da PF, há divisões sobre a rapidez das investigações, com alguns agentes defendendo uma apuração mais célere, enquanto outros buscam proteger o governo de possíveis desgastes.

O celular foi apreendido em dezembro de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Desde então, a perícia tem trabalhado na coleta de mensagens que podem indicar uma rede de acesso ao governo. Algumas comunicações revelam que Luchsinger e Lulinha discutiam repasses financeiros e articulações de negócios com empresários.

Os dados extraídos do celular geraram três inquéritos autônomos no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados a suposto tráfico de influência. Embora Lulinha não esteja sendo investigado diretamente por fraudes no INSS, ele está vinculado a investigações sobre corrupção e tráfico de influência relacionados a contratos públicos.

A defesa de Lulinha rejeita as acusações e afirma que não há provas de irregularidades. Os advogados alegam que a divulgação de informações é fruto de vazamentos ilegais e que ele está disposto a depor quando necessário. Por sua vez, Roberta Luchsinger optou por não comentar as mensagens, argumentando que os autos permanecem sob sigilo.

O presidente Lula, por sua parte, tem evitado se aprofundar no assunto, afirmando que Lulinha deve se defender e que, se houver comprovação de irregularidades, ele precisará arcar com as consequências. Entretanto, mensagens do celular de Luchsinger contradizem a versão de Lula, indicando que o presidente teria oferecido um cargo à lobista, o que ele nega.

A análise do material recuperado ainda está em andamento, e a PF espera que novos dados possam surgir, revelando outros nomes envolvidos e a extensão das relações de Luchsinger com o governo.

Fonte: Gazeta Do Povo.

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