Em uma reportagem veiculada no programa Conexão Repórter, do SBT, o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) refutou as acusações de agressão e tentativa de estupro feitas pela estudante Patrícia Lélis. Durante a entrevista, foram apresentadas imagens de câmeras de segurança que corroboram a defesa de Feliciano.
Patrícia Lélis afirmou que, ao estar sozinha com o pastor em seu apartamento funcional em Brasília, ele a ameaçou com uma faca. A estudante disse que o crime foi interrompido por uma mulher que bateu à porta ao ouvir seus gritos. No entanto, Feliciano declarou que se tratava de “uma história de uma lunática”.
O pastor lembrou que teve encontros com Patrícia em três ocasiões, sempre na presença de outras pessoas, e negou as acusações, classificando-as como calúnias. Ele destacou que, se as agressões tivessem ocorrido, a jovem deveria ter marcas visíveis no corpo, o que não aconteceu.
Cabrini, o jornalista responsável pela reportagem, questionou Patrícia sobre a descrição do apartamento de Feliciano, e uma discrepância foi notada: ela não mencionou uma cópia do famoso quadro Monalisa, presente no local. Além disso, o jornalista investigou o acesso ao prédio onde ficam os apartamentos funcionais dos deputados, onde a estudante não foi registrada.
As alegações de Patrícia sobre propostas de emprego em troca de um relacionamento extraconjugal foram negadas por Feliciano, que afirmou que nunca houve esse tipo de conversa. Ele também afirmou que não tem conhecimento das negociações financeiras que, segundo ela, ocorreram para seu silêncio sobre o caso.
Em entrevista, o assessor de Feliciano, Talma Bauer, admitiu que fez uma negociação financeira com Patrícia, mas alegou que não informou o deputado sobre isso. Essa declaração foi contestada por Emerson Biazon, outro intermediário, que afirmou que Feliciano estava ciente das negociações.
A estudante, por sua vez, revelou que não foi à polícia imediatamente após a suposta agressão porque queria entender melhor a situação e saber com quem estava lidando. Ao ser questionada sobre a repercussão das acusações, Patrícia reafirmou que não mentiria para prejudicar o deputado.
O delegado Luiz Roberto Hellmeister decidiu arquivar a denúncia contra Bauer, alegando que não havia indícios de cárcere privado. Por fim, a reportagem levantou novas questões, incluindo o impacto das acusações na vida de Patrícia e a falta de apoio de outros parlamentares evangélicos.
Marco Feliciano, por sua vez, expressou sua esperança de que a verdade venha à tona e pediu que os evangélicos analisem o caso de forma crítica. Ele também ressaltou que, apesar das acusações, não teme ser preso, pois acredita que não cometeu crime algum.
Fonte: Gospel Mais.










