Teerã — A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (28) que Abolfazl Sepahi Badjani e Amirhossein Safari Hosseinabadi foram executados em praça pública na cidade de Isfahan, região central do Irã.
De acordo com a HRANA, as execuções ocorreram na Praça Alikhani e estão ligadas aos protestos que tomaram as ruas do país entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. No mesmo processo, outros dois réus — Erfan Esfandiari e Gol-Mohammad Mohammadi — já haviam sido sentenciados à morte anteriormente.
Badjani e Hosseinabadi foram condenados por diversas acusações, entre elas:
- “Inimizade contra Deus”;
- “Espalhar corrupção na Terra”;
- pertencer a grupos rebeldes contrários à segurança nacional;
- destruição e incêndio de bens públicos.
Relatos obtidos pela HRANA apontam que o julgamento foi marcado por restrições processuais, como:
- acesso limitado do advogado de defesa aos autos;
- falta de informações às famílias sobre o teor das sentenças;
- recusa do tribunal em analisar provas apresentadas pela defesa.
A organização Iran Human Rights, com sede em Oslo, registrou 424 execuções no Irã apenas em 2026. Desde 2010, o número de aplicações da pena capital no país soma 10.867 casos.
As execuções ocorreram um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que aceitou uma pausa na guerra no Irã após, segundo ele, o governo iraniano pedir a retomada das negociações para encerrar o conflito. Teerã, contudo, nega que esteja mantendo diálogo com Washington.
Com informações de Gazeta do Povo