Washington (EUA) – A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou na quinta-feira (23) que o presidente Donald Trump acompanha as críticas direcionadas à ala Sophie Cunningham, do Indiana Fever, por sua posição contrária à participação de mulheres trans em modalidades femininas.
Nas redes sociais, a atleta de 28 anos tem sido chamada de “MAGA Barbie”, apelido que faz alusão ao slogan “Make America Great Again” e à aparência da jogadora, conhecida pelos longos cabelos loiros. As manifestações contra Cunningham ganharam força após declarações públicas feitas desde 2022.
Durante a coletiva de imprensa, Leavitt endossou a postura da jogadora. “O presidente tem posição muito firme, assim como o povo americano: homens não deveriam competir em esportes femininos. É absurdo apoiar isso”, afirmou.
Atleta diz querer “proteger meninas e mulheres”
Em entrevista à ESPN na terça-feira (21), Cunningham negou hostilidade a pessoas trans. “Jamais disse odiar pessoas trans. Estou aqui para espalhar amor, mas também para falar a verdade. Meninas não deveriam competir contra homens biológicos”, declarou. Ela lembrou que, em 2022, compartilhou crítica à vitória da nadadora trans Lia Thomas na primeira divisão da NCAA, o que desencadeou acusações de transfobia.
Contexto jurídico
O debate ganhou novo impulso em 30 de junho, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que os estados podem proibir a participação de atletas trans em equipes femininas do esporte escolar e universitário. A medida reforçou iniciativas legislativas estaduais que restringem a presença de mulheres trans em competições femininas.
Leavitt disse considerar “impressionante” a reação negativa de setores democratas. “Eles estão desconectados da opinião pública. Trata-se de um fato biológico: homens não deveriam competir contra mulheres em quadras e campos do país”, concluiu a porta-voz.
A WNBA não comentou oficialmente as declarações de Cunningham nem a posição da Casa Branca.
Com informações de Gazeta do Povo