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Senado dá aval ao “Pix Pensão” e automatiza pagamento de pensão alimentícia

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Brasília – O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que estabelece o pagamento automático de pensão alimentícia por meio do sistema Pix, mecanismo batizado de “Pix Pensão”. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Redigido pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o texto cria um fluxo contínuo de transferência mensal diretamente da conta do devedor para a conta da pessoa beneficiária, dispensando novas solicitações judiciais a cada atraso.

Como vai funcionar

Na decisão que fixa a pensão, o juiz deverá indicar:

  • valor mensal da prestação;
  • prazo de duração;
  • conta de débito do pagador e conta de crédito da parte credora;
  • critérios de atualização do montante.

As instituições financeiras terão de efetuar as transferências nas datas definidas pela Justiça. Caso não haja saldo suficiente, o banco poderá bloquear automaticamente valores disponíveis até o limite da parcela em atraso. O bloqueio também poderá alcançar recursos de Microempreendedores Individuais (MEIs). Se a inadimplência persistir, a indisponibilidade poderá ser convertida em penhora.

Objetivo de reduzir atrasos

Hoje, a pensão pode ser descontada diretamente do salário do devedor quando há vínculo empregatício formal. Em outras situações, a pessoa beneficiária costuma acionar a Justiça a cada atraso. Segundo Ana Paula Lobato, o novo modelo pretende aliviar a sobrecarga do Judiciário e garantir regularidade no recebimento de valores considerados essenciais para crianças, adolescentes e demais dependentes.

Transparência e estatísticas

O texto estabelece que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recolha e divulgue, de forma anônima, estatísticas sobre processos de alimentos, incluindo número de ações, valores médios, penhoras judiciais e perfil dos beneficiários. Para isso, o órgão poderá firmar acordos de cooperação com outras entidades públicas, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A matéria agora aguarda a assinatura do presidente da República para entrar em vigor.

Com informações de Gazeta do Povo