A eliminação da Holanda (Países Baixos) para o Marrocos, na noite de segunda-feira (30), encerrou a sequência de acertos do economista alemão Joachim Klement, conhecido por ter previsto corretamente os campeões das Copas de 2014, 2018 e 2022.
De acordo com o modelo estatístico criado por Klement, a seleção holandesa era a principal favorita ao título do Mundial de 2026. Com a derrota, o “guru” falhou pela primeira vez desde que passou a divulgar suas projeções.
Previsões que não se concretizaram
Além da aposta nos Países Baixos, o economista havia indicado que o Japão eliminaria o Brasil logo no primeiro confronto do mata-mata, o que não ocorreu. Outra previsão frustrada dizia que a Alemanha seria eliminada nas oitavas de final; a queda veio diante do Paraguai, nos pênaltis, também na segunda-feira.
Depois da classificação brasileira, Neymar ironizou em rede social: “Sr. Joachim Klement, favor tentar na próxima Copa”.
Como funciona o modelo
Klement combina indicadores de futebol, economia e até meteorologia. Entre os fatores considerados estão:
- PIB per capita, para medir infraestrutura esportiva;
- População, ponderada pela popularidade do futebol no país;
- Temperatura média ideal de 14 °C para alto rendimento;
- Posição no ranking da Fifa;
- Elemento aleatório, que o autor estima representar 45% do resultado de um jogo.
O economista reconhece publicamente que o acaso tem peso decisivo em torneios curtos e alerta que suas análises devem ser vistas “com cautela”.
Outros cenários traçados por bancos
Enquanto Klement apontava os Países Baixos, grandes instituições financeiras projetavam campeões diferentes:
- Bank of America: França campeã sobre a Espanha, com Kylian Mbappé como artilheiro;
- Natixis: França com 26,2% de chance de título, seguida pela Espanha (24,6%);
- Goldman Sachs: Espanha favorita com 26%, França em segundo (19%) usando modelo Elo;
- UniCredit: Argentina bicampeã ao vencer a França em reedição da final de 2022.
Com a inesperada vitória marroquina, o Mundial de 2026 segue sem um favorito unânime, enquanto o economista alemão já projeta revisar suas fórmulas para o próximo torneio.
Com informações de Gazeta do Povo