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Juiz William Douglas reage a fala de Paulo Figueiredo e aponta “abandono” dos direitos das mulheres

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O professor de Direito Constitucional e juiz federal William Douglas publicou, na manhã de 30 de junho de 2026, um artigo no qual condena declarações do comentarista político Paulo Figueiredo sobre o comportamento eleitoral das mulheres. O texto foi divulgado no site Pleno.News.

Declaração contestada

Em programa recente, Figueiredo afirmou que “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente as mulheres solteiras” e acrescentou que “mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido”. Ele concluiu a fala com expressões consideradas vulgares. A declaração gerou reação imediata nas redes sociais.

Crítica de William Douglas

No artigo, Douglas classificou o comentário como “grosseiro” e “desrespeitoso”, argumentando que a fala reduz milhões de eleitoras a um estereótipo e coloca em dúvida a capacidade feminina de exercer o direito ao voto de forma autônoma. Para o magistrado, a postura “afasta possíveis aliados” e “agrada apenas radicais”.

Defesa de direitos já conquistados

Além de rebater a fala de Figueiredo, Douglas criticou setores da esquerda que, em sua visão, enfraquecem conquistas históricas das mulheres ao relativizar conceitos biológicos em pautas envolvendo pessoas trans. Ele sustenta que novos direitos não devem suprimir proteções construídas ao longo de décadas, citando banheiros, abrigos e competições esportivas como exemplos de espaços que, segundo ele, precisam manter salvaguardas específicas para mulheres.

Apelo por posicionamento equilibrado

O juiz afirmou sentir-se “mal representado” tanto por segmentos da direita, que toleram discursos depreciativos, quanto pela esquerda, que, segundo ele, fragiliza instrumentos jurídicos destinados às mulheres. Ele defendeu respeito integral, igualdade de direitos e preservação de espaços de privacidade e segurança para o público feminino.

Douglas concluiu que a proteção às mulheres deveria ser prioridade acima de disputas políticas, lembrando que o art. 5º da Constituição Federal garante igualdade a todos os cidadãos.

Com informações de Pleno.News