O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apresentou nesta terça-feira (30) um novo Plano de Investimento em Defesa que prevê aplicar £298 bilhões (US$ 394 bilhões) nos próximos quatro anos, o maior volume de recursos destinado às Forças Armadas do Reino Unido desde o fim da Guerra Fria.
Do montante total, £15 bilhões correspondem a gastos adicionais aos fixados na Revisão de Gastos divulgada no ano passado. Segundo o governo trabalhista, o pacote fará com que o orçamento militar alcance 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim de 2029, percentual ainda distante da meta de 5% do PIB até 2035 acordada pelos países da Otan em 2025.
A chanceler do Tesouro, Rachel Reeves, afirmou que os recursos “serão aplicados com maior eficiência para manter o país seguro e impulsionar a indústria, os empregos e o crescimento” e que os gastos chegam “ao nível mais alto desde a Guerra Fria”.
No início de junho, o então secretário de Defesa, John Healey, pediu demissão, alegando, em carta enviada a Starmer, que o financiamento proposto era insuficiente “diante do momento perigoso” vivido pelo país. A saída agravou a crise no governo, que posteriormente confirmou o desligamento de Healey do Executivo.
Relatório anual do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), publicado em abril, apontou que o Reino Unido reduziu seus investimentos militares em 2025. O país caiu da quarta para a sexta posição no ranking global de gastos, aplicando US$ 89 bilhões – queda de 2% em relação a 2024 – o equivalente a 2,4% do PIB no ano passado.
Com informações de Gazeta do Povo