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Brasileiras são alvo de programa russo que recruta mão de obra para fábrica de drones militares

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Brasília – Entidades ligadas a partidos de esquerda no Brasil estão divulgando o programa Alabuga Start, iniciativa que recruta jovens brasileiras para trabalhar em linhas de produção de drones militares na Rússia. O projeto oferece intercâmbio, curso técnico gratuito, moradia e salários de aproximadamente US$ 1.000, mas omite que as fábricas estão em área considerada alvo estratégico na guerra contra a Ucrânia.

Como funciona o Alabuga Start

Criado para suprir a falta de mão de obra na Zona Econômica Especial de Alabuga, no Tartaristão, o programa promete formação profissional e benefícios financeiros. Na prática, o objetivo é reforçar equipes que montam drones de ataque empregados pelo Exército russo no conflito ucraniano.

Divulgação no Brasil

Anúncios do Alabuga Start circulam em portais como Vermelho, além de sites vinculados à militância do PT e do PCdoB, sindicatos e organizações feministas, entre elas a União Brasileira de Mulheres. Influenciadores digitais também recebem material publicitário para pintar um cenário positivo da vida na Rússia, sem mencionar os riscos bélicos.

Perigos para as trabalhadoras

As instalações de Alabuga já foram alvo de bombardeios ucranianos que atingiram inclusive alojamentos de funcionários. Agências internacionais investigam o projeto por suspeita de tráfico de pessoas, citando denúncias de retenção de passaportes e contratos pouco transparentes.

Etapas de recrutamento

As candidatas preenchem formulários on-line e, em seguida, mantêm contato com supostos “especialistas em RH” via Telegram. Os recrutadores exigem vídeos de apresentação, fotografias e dados de passaporte e, diante de dúvidas, orientam que as interessadas procurem a Embaixada da Rússia no Brasil para concluir a documentação.

Estratégia global de captação

Além do Brasil, o governo russo direciona a mesma campanha a países da África, Ásia e outras nações da América Latina. Recrutadores participam de eventos internacionais, como as Cúpulas de Juventude dos BRICS, apresentando o Alabuga Start como oportunidade de desenvolvimento tecnológico e científico.

A operação ocorre desde 2026, ano em que a escassez de mão de obra na indústria bélica russa se agravou com o prolongamento da guerra na Ucrânia.

Com informações de Gazeta do Povo