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Senador Jaques Wagner acusa PF de “patacoada” e compara operação à Lava Jato

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Brasília – O senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como “patacoada” a divulgação pela Polícia Federal (PF) de fotos do dinheiro apreendido em endereços ligados a ele durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira (26) pela Folha de S.Paulo, Wagner afirmou ter reclamado diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a postura da corporação e disse que a PF “está reinventando a Lava Jato” ao exibir as imagens.

Montante apreendido

Na operação, agentes recolheram US$ 55 mil, 33 mil em espécie (dólares e euros, segundo o senador) e relógios de luxo em residências de Brasília e Salvador. Após a ação, a PF divulgou fotografia das cédulas sobre uma cama, ao lado de um escudo da instituição.

Wagner sustenta que os valores têm origem lícita, provenientes de economias de diárias do Senado e de seu período como governador da Bahia. Ele também alegou que a exibição das notas contraria ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que, segundo o parlamentar, havia proibido registros fotográficos.

Saída da liderança do governo

O senador deixou a liderança do governo no Senado após conversa com Lula na quarta-feira (24). De acordo com Wagner, o presidente avaliou que a função de articulador político seria “incompatível” com a necessidade de focar na própria defesa.

Relação com Banco Master

Questionado sobre ligações com executivos do Banco Master, Wagner admitiu amizade com o empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição, mas negou favorecimento. “A Polícia Federal está construindo uma tese de que a empresa da minha nora foi criada para me beneficiar. Não tenho nada a ver com a empresa”, declarou.

O senador confirmou que os pagamentos feitos pelo banco à empresa da nora superam os R$ 3,5 milhões citados pela PF, mas reiterou que todos os valores se baseiam em contratos legítimos.

Caronas e ingressos

Ele minimizou episódios apontados pela investigação, como viagens em jatos de empresários e o recebimento de ingressos para um show da cantora Taylor Swift para a neta. “Estão achando que fui comprado por dois ingressos. Eu poderia pedir coisa mais importante, né?”, ironizou.

Para Wagner, a operação busca atingir o PT e alimentar narrativas da oposição. “Estão criminalizando qualquer tipo de relacionamento”, disse o senador.

Com informações de Gazeta do Povo