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Oposição de esquerda protocola denúncia criminal contra Keiko Fujimori e autoridades peruanas por suposta fraude eleitoral

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O partido Juntos pelo Peru, do candidato derrotado no segundo turno presidencial, Roberto Sánchez, apresentou nesta sexta-feira (26) uma denúncia criminal à Procuradoria-Geral do Peru contra a presidenta eleita Keiko Fujimori, o atual chefe de Estado, José María Balcázar, e outras autoridades, alegando fraude nas eleições de 7 de junho.

O documento, entregue pelo advogado Pablo Salas, representante suplente do partido na região de Arequipa, também incrimina o ministro das Relações Exteriores, Carlos Pareja; o ex-chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), Piero Corvetto; o atual titular do órgão, Bernardo Pachas; e o presidente do Júri Nacional Eleitoral (JNE), Roberto Burneo.

A sigla alega a existência de uma “operação sofisticada”, conduzida a partir dos mais altos escalões políticos e eleitorais, destinada a manipular os resultados. O texto não traz provas, mas sustenta que:

  • um decreto de 2025 que reajustou salários do serviço diplomático teria servido para “compra de lealdade” de funcionários responsáveis pela votação no exterior;
  • a demissão repentina de embaixadores estratégicos teria deixado lacunas de supervisão e entregue materiais eleitorais a servidores interinos sem autonomia;
  • Corvetto teria imposto um software com 13 vulnerabilidades críticas, provocando abstenção em áreas populosas;
  • o Onpe teria afrouxado protocolos de apuração no exterior, reduzindo a presença de fiscais partidários;
  • houve uma suposta interferência da Embaixada dos Estados Unidos em Lima, sob comando do embaixador Bernie Navarro, para favorecer determinado resultado.

Segundo o portal Infobae, os embaixadores mencionados ainda ocupam seus cargos e aguardam definição sobre a data de saída. Nenhum dos citados se pronunciou até o momento. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Peru divulgou nota negando qualquer irregularidade na votação no exterior.

Durante a apuração, Sánchez tentou anular os votos obtidos por Fujimori fora do país, onde a conservadora teve ampla vantagem, mas a Justiça Eleitoral rejeitou os recursos. Fujimori já alcançou diferença considerada irreversível, porém o Onpe ainda não proclamou oficialmente o resultado porque 111 atas seguem sob revisão do JNE por inconsistências.

Com informações de Gazeta do Povo