Caracas – Mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas na Venezuela após a série de terremotos que atingiu o país no meio da semana, informou nesta sexta-feira (26.jun.2026) Tom Fletcher, subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em entrevista à agência France-Presse (AFP), Fletcher alertou que o total de vítimas fatais deve crescer à medida que as equipes de busca avançam sobre os escombros. “É uma operação de resposta a emergências muito, muito complexa. Temos mais de 50 mil pessoas desaparecidas e mais de 500 mortos; portanto, há um trabalho enorme pela frente para vasculhar os escombros”, declarou.
Pouco depois, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, comunicou em rede nacional pelo canal estatal VTV que o número oficial de mortos subiu para 920 e o de feridos chegou a 3.360. Rodríguez é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.
Na quinta-feira (25), o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), órgão do governo norte-americano, estimou 44% de probabilidade de o total de mortes ultrapassar 10 mil e 30% de chance de superar 100 mil, dependendo da evolução das operações de resgate e das réplicas sísmicas.
As equipes de emergência continuam removendo destroços em várias cidades, entre elas Caracas, onde prédios residenciais e comerciais desabaram. Autoridades venezuelanas mantêm áreas críticas sob bloqueio militar para facilitar os trabalhos de salvamento.
Os tremores ocorreram no meio da semana e pressionam ainda mais a já frágil infraestrutura venezuelana, afetada por anos de crise econômica e falta de manutenção.
Não há previsão para o término das buscas.
Com informações de Gazeta do Povo