O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixou o Palácio da Alvorada por volta das 16h30 desta quarta-feira (24/06/2026), após uma reunião de aproximadamente duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde que o senador passou a ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
A corporação apura se Wagner teria atuado em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso. Integrantes do PT e aliados do Planalto defendem que ele deixe a liderança governista para evitar reflexos negativos na campanha de reeleição de Lula.
Na segunda-feira (22), a defesa do senador protocolou pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para anular a operação, alegando “erros graves” e sustentando que o parlamentar jamais beneficiou o Banco Master.
Durante a ação, a PF apreendeu US$ 55 mil, R$ 33 mil em espécie e relógios de luxo em endereços ligados a Wagner em Brasília e Salvador. O advogado Pablo Domingues afirmou que os valores têm origem lícita: parte seria fruto de diárias pagas pelo Senado em missões oficiais no exterior, e o restante proveniente de operações bancárias regulares.
“Não há nada a ocultar. O Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, disse Domingues, acrescentando que a defesa confia na correção dos “equívocos” pelo STF e que o senador está tranquilo quanto à própria conduta.
A assessoria de Jaques Wagner foi procurada, mas ainda não se manifestou.
Com informações de Gazeta do Povo