O Equador deixou oficialmente, nesta terça-feira (23), o Sistema Unitário de Compensação Regional de Pagamentos (Sucre), mecanismo lançado em 2009 por governos de esquerda — entre eles Cuba, Venezuela e Nicarágua — para facilitar transações comerciais sem o uso do dólar.
A retirada foi confirmada pelo presidente Daniel Noboa, de orientação à direita, após a Assembleia Nacional aprovar a desvinculação do país. O Equador havia aderido ao Sucre durante o mandato de Rafael Correa (2007-2017).
Motivos para a saída
De acordo com Noboa e aliados, a permanência no bloco implicava custos sem retorno prático. A deputada governista Lucía Jaramillo afirmou que o sistema ficou associado a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. “Em teoria parecia moderno, mas, na prática, foi mais um ato de corrupção do correísmo”, declarou.
Segundo Jaramillo, o Sucre não é usado desde 2019, apesar de o Equador ter aportado mais de US$ 2 milhões em um fundo administrado por um banco venezuelano. Ainda não há esclarecimentos sobre o destino desses recursos.
A parlamentar acrescentou que o empresário colombiano Alex Saab, apontado como operador financeiro do governo de Nicolás Maduro, teria utilizado a plataforma para lavar dinheiro.
Com a decisão, o Equador encerra sua participação no mecanismo e passa a buscar outras alternativas para operações comerciais internacionais.
Com informações de Gazeta do Povo