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Sede tripla da Copa 2026 expõe choques diplomáticos entre EUA, México e Canadá

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A promessa de união na Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, enfrenta entraves políticos que colocam em xeque o clima de celebração previsto para o torneio. Medidas migratórias rígidas, tarifas comerciais e declarações polêmicas do presidente norte-americano, Donald Trump, acentuam divergências entre os três anfitriões.

Vistos negados e delegações remanejadas

Em solo norte-americano, novas regras de imigração afetaram diretamente equipes estrangeiras. A seleção do Irã precisou transferir seus treinos para o México depois que parte do elenco teve a entrada bloqueada ou limitada pelos Estados Unidos. Também foi vetada a participação de um árbitro da Somália, acusado pelas autoridades locais de supostos vínculos com terrorismo.

Restrições também ao norte da fronteira

O Canadá seguiu a mesma linha de rigor. O ganês Thomas Partey foi impedido de ingressar no país por responder a investigações criminais no exterior. Já o atacante marfinense Elye Wahi quase ficou de fora da competição por suspeita de manipulação de resultados na França, mas obteve o visto canadense horas antes do prazo final.

Postura mexicana de “portas abertas”

O México, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, não registrou casos de proibição de entrada de atletas ou oficiais. Ao mesmo tempo, o governo mexicano negocia com Washington para derrubar tarifas comerciais e pede calma diante das declarações agressivas emitidas pela Casa Branca.

Tarifas e ameaça ao USMCA

Desde o ano passado, Trump impõe tarifa de 25% sobre produtos mexicanos e canadenses, sinalizando que pode retirar os Estados Unidos do USMCA, acordo de livre-comércio da região. A reação canadense incluiu a busca de novas parcerias com a China. Agora, os três países discutem se mantêm o tratado por mais 16 anos ou se adotam revisões anuais, o que pode encerrá-lo em 2036.

Declarações incendiárias de Trump

O presidente norte-americano intensificou a tensão ao sugerir repetidamente que o Canadá deveria tornar-se o “51º estado” dos EUA, alegando que o vizinho dependeria de subsídios norte-americanos para sobreviver. Sobre o México, Trump classificou cartéis de drogas como organizações terroristas e ameaçou empregar força militar além-fronteira, afirmando que criminosos controlam o território mexicano.

Com as seleções em campo a partir de junho de 2026, as divergências diplomáticas entre os anfitriões permanecem um obstáculo a ser driblado fora dos gramados.

Com informações de Gazeta do Povo