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Fux passa a comandar julgamentos do caso Master e substitui Mendes na Segunda Turma do STF

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Brasília – A partir de agosto de 2026, o ministro Luiz Fux assumirá a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ocupando o posto que hoje pertence a Gilmar Mendes e, com isso, passará a definir o calendário de julgamentos do chamado caso Master, a investigação de maior impacto político atualmente em tramitação na Corte.

Rodízio definido por antiguidade

O comando das duas turmas do STF obedece a rodízio anual, respeitando a ordem de antiguidade entre os integrantes. O ministro mais antigo que ainda não exerceu a função assume por um período de 12 meses, sem possibilidade de recondução imediata. Seguindo essa regra, Fux substituirá Mendes em agosto e permanecerá à frente do colegiado até agosto de 2027.

Poder de pauta

Ao presidente da turma cabe escolher quais processos serão apreciados e quando ocorrerão os julgamentos, o que pode acelerar ou retardar discussões sensíveis. Gilmar Mendes utilizou esse poder recentemente ao pautar, de surpresa, pedidos de liberdade de investigados no caso Master — tentativa frustrada após reação do relator, ministro André Mendonça.

Embate recente

Mendonça tornou públicos relatórios da Polícia Federal que indicavam ameaças de morte e tentativa de compra de testemunhas por parentes do banqueiro Daniel Vorcaro. Com as novas provas, o ministro Nunes Marques acompanhou o relator, e a Segunda Turma decidiu manter as prisões preventivas.

Perfil de Fux

Conhecido por posicionamentos firmes em processos de corrupção e por ter defendido a Operação Lava Jato, Luiz Fux tem trajetória jurídica mais alinhada a Mendonça. Sua chegada ao comando da pauta tende a reduzir o risco de deliberações repentinas que favoreçam acusados, segundo integrantes da Corte.

O que está em jogo

O caso Master apura movimentações financeiras suspeitas envolvendo o banco Master e figuras do meio político e empresarial. Considerada a investigação mais sensível em curso no STF, a apuração pode alcançar parlamentares e grandes agentes econômicos, elevando a pressão sobre o tribunal.

Com informações de Gazeta do Povo