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Bancos traçam favoritos para a Copa de 2026; Holanda, Espanha e França lideram apostas

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Faltando poucos dias para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, economistas e instituições financeiras divulgam previsões baseadas em modelos estatísticos para indicar quem erguerá a taça. Enquanto o estrategista Joachim Klement vê a Holanda como campeã inédita, grandes bancos dividem o favoritismo entre Espanha e França.

Modelo do economista que acertou três Copas seguidas

Joachim Klement, do banco Panmure Libertum, ganhou notoriedade ao cravar Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022). Para 2026, seu cálculo combina PIB per capita, população, posição no ranking da FIFA e temperatura média em torno de 14 °C — considerada ideal para o alto rendimento. O resultado aponta a seleção holandesa superando Portugal em uma final histórica.

Divergência entre grandes bancos

Goldman Sachs: atribui 26% de probabilidade de título à Espanha, com a França logo atrás.

Bank of America e Natixis: colocam a França no topo das chances.

UniCredit: único a projetar o bicampeonato da Argentina, citando a continuidade da cultura futebolística e a renovação de talentos.

Perspectiva para o Brasil

Embora não apareça como favorito principal, a Seleção Brasileira figura entre os candidatos:

• Bank of America: quarto lugar no ranking de chances.

• Goldman Sachs: 8% de probabilidade, com eliminação prevista na semifinal diante da Argentina.

• UniCredit: cenário mais positivo, com o Brasil chegando à semifinal e garantindo o terceiro lugar sobre a Espanha.

Previsão mais ousada

Klement apresenta a projeção mais drástica: segundo seu modelo, o Brasil se despede já na primeira fase eliminatória (rodada de 32), derrotado pelo Japão. O economista argumenta que grandes potências podem enfrentar dificuldades de adaptação no formato expandido de 2026 e destaca o “excelente momento técnico” da equipe japonesa.

Por que economia e clima entram na conta?

De acordo com Klement, infraestrutura esportiva reflete o PIB, enquanto a população amplia o capital humano disponível. Ele alerta, porém, que países muito ricos podem ver jovens trocarem o futebol por outras atividades de lazer. O especialista ainda admite que 45% do resultado de um Mundial depende do acaso — fator impossível de mensurar totalmente.

As estimativas ilustram o contraste entre modelos de dados e a imprevisibilidade do futebol, deixando a definição do campeão apenas para o apito final nos gramados da América do Norte.

Com informações de Gazeta do Povo