Faltando poucas horas para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira (11) na Cidade do México, o mercado financeiro volta seus modelos estatísticos para o futebol. Desta vez, o destaque é Joachim Klement, estrategista do banco britânico Panmure Libertum e responsável por prever corretamente os vencedores de 2014 (Alemanha), 2018 (França) e 2022 (Argentina).
Previsão surpreendente: título para a “Laranja Mecânica”
Segundo Klement, os Países Baixos levantarão a taça pela primeira vez, vencendo Portugal em uma final europeia inédita. O economista projeta ainda que a equipe superará França nas quartas de final e Espanha na semifinal, esta última decidida nos pênaltis.
Como funciona o modelo de Klement
O estrategista combina quatro variáveis principais:
- PIB per capita – indica infraestrutura esportiva, mas sofre queda de eficácia em países muito ricos;
- População – só agrega valor onde o futebol é paixão nacional;
- Temperatura média – 14 °C seria o clima ideal para o esporte de alto rendimento;
- Ranking da FIFA – ajustado por um fator de aleatoriedade que o próprio Klement estima em 45%.
Outros bancos discordam
Instituições financeiras utilizam metodologias diferentes e veem favoritos distintos:
- Bank of America – aposta na França campeã contra a Espanha;
- Natixis – 26,2% de chance para a França, 24,6% para a Espanha;
- Goldman Sachs – Espanha lidera com 26%, seguida da França (19%) e Argentina (14%);
- UniCredit – prevê bicampeonato da Argentina sobre a França.
Situação do Brasil
Apesar do histórico vencedor, a Seleção Brasileira não aparece como favorita absoluta nos modelos dos bancos. O Goldman Sachs calcula 8% de probabilidade de título, com eliminação para a Argentina na semifinal. Já o Natixis eleva a chance para 9,3%, mas também limita o Brasil às semifinais. O UniCredit projeta terceiro lugar, enquanto o Bank of America coloca o time na quarta posição do ranking de favoritos.
Klement, porém, faz a projeção mais dura: segundo seu estudo, o Brasil cairia já na fase de round of 32 diante do Japão, repetindo o padrão de quedas precoces de grandes potências em torneios de formato ampliado.
Ceticismo sobre os Países Baixos
Goldman Sachs (5% de chance de título), Natixis (0,4%) e Bank of America não veem a seleção neerlandesa entre as principais candidatas. Para essas casas, a equipe é competitiva, mas ficaria pelo caminho nas quartas de final, especialmente diante do poder ofensivo francês.
A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções e sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. Entre algoritmos, índices econômicos e variáveis climáticas, o consenso é que o futebol ainda guarda espaço para surpresas — e Klement aposta que a mais inesperada virá vestida de laranja.
Com informações de Gazeta do Povo