O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, o deslocamento de 5 000 soldados norte-americanos para a Polônia. A declaração foi feita em postagem na rede Truth Social.
Trump justificou a medida citando a “relação próxima” com o presidente polonês Karol Nawrocki, político conservador eleito em 2025 com apoio público do líder norte-americano. “Com base na eleição bem-sucedida do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão 5 000 soldados adicionais à Polônia”, escreveu.
Reversão de rota
A decisão contrasta com o comunicado do Pentágono feito na semana anterior, quando fora cancelado o envio de uma brigada blindada de tamanho equivalente ao país europeu como parte de uma reorganização das forças dos EUA no continente.
No contexto de tensões dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Casa Branca tem cobrado maior participação militar dos aliados europeus diante da guerra contra o Irã e do bloqueio no estreito de Ormuz. Ainda no início de maio, Trump sinalizou a retirada de 5 000 soldados da Alemanha num prazo de seis a doze meses, resposta às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a estratégia norte-americana no Oriente Médio.
Debate na Otan
O anúncio ocorre paralelamente à reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, em Estocolmo, dedicada ao aumento dos gastos em defesa dos países europeus e à possível redução de efetivos norte-americanos no bloco. Antes de embarcar para o encontro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Trump está “decepcionado e muito irritado” com a postura de alguns parceiros em relação ao conflito com o Irã.
Na última terça-feira, 19 de maio, o vice-presidente J. D. Vance já havia negado planos de diminuir a presença de tropas na Polônia, classificando o episódio mais recente como “atraso” e “redistribuição de recursos para maximizar a segurança”.
Com a nova diretriz, Washington volta a ampliar seu contingente no flanco oriental da aliança atlântica, reforçando o compromisso de defesa mútua com Varsóvia.
Com informações de Gazeta do Povo