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Irmã de general cubano é detida na Flórida após perda de residência permanente

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Miami (EUA) – Adys Lastres Morera, irmã da general cubana Ania Guillermina Lastres Morera, foi presa nesta quinta-feira (21) na Flórida depois que as autoridades norte-americanas revogaram seu status de residente permanente nos Estados Unidos.

De acordo com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a cubana está sob custódia do Immigration and Customs Enforcement (ICE). A detenção ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington sobre aliados do regime de Havana.

Ligação com conglomerado militar

Ania Guillermina Lastres Morera dirige o Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), conglomerado financeiro controlado pelos militares cubanos. Segundo Rubio, o GAESA “rouba milhões em ajuda destinada ao povo cubano” a mando do governo da ilha.

Atividades nos EUA

Adys Morera vivia na Flórida e administrava investimentos imobiliários, mesmo tendo parentesco direto com uma das figuras principais do aparato econômico e militar de Cuba. Em publicação na rede X, Rubio afirmou que não haverá “lugar nesta Terra, muito menos em nosso país, onde estrangeiros que ameacem a segurança nacional possam viver luxuosamente”.

Possível deportação

Fontes do portal cubano Martí Noticias informaram que agentes migratórios preparam a deportação de Adys Morera para Cuba. A prisão ocorre poucos meses depois de o veículo divulgar que ela mantinha negócios imobiliários nos Estados Unidos.

Sanções recentes

Duas semanas antes da detenção, o Departamento do Tesouro incluiu a general Ania Guillermina Lastres Morera na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A militar chefia o GAESA desde 2022, integra o Comitê Central do Partido Comunista e é deputada da Assembleia Nacional cubana desde 2018.

O GAESA controla setores estratégicos da economia cubana, como turismo, comércio em moeda estrangeira, remessas, bancos e logística portuária. Washington acusa o conglomerado de desviar até US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) para contas no exterior beneficiando a elite do regime.

Antecedentes em Cuba

Antes de migrar para os Estados Unidos, Adys Lastres Morera administrava imóveis de aluguel em Havana. Um perfil verificado no Airbnb exibia pelo menos três propriedades turísticas, entre elas uma casa próxima à Praça da Revolução e um apartamento anunciado como “luxuoso e confortável”.

As autoridades norte-americanas não especificaram prazo para a conclusão do processo de deportação.

Com informações de Gazeta do Povo