Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu ao empresário Daniel Vorcaro que desistisse de negociar o Banco Master com o BTG Pactual durante encontro realizado em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.
A conversa contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária do Banco Central, que assumiria a presidência da autarquia no início de 2025. Pelo lado da instituição financeira participaram Vorcaro, seu sócio Augusto Lima e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado como consultor.
Plano de venda por R$ 1
Documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Master, revelam que em abril de 2025 Vorcaro e Lima cogitaram vender o banco ao BTG por valor simbólico de R$ 1. Em troca de mensagens de 10 de abril, o empresário pediu sigilo ao parceiro: “Irmão, pelo amor de Deus, não passe isso para ninguém”. O diálogo ocorreu um dia antes de ambos se reunirem com Galípolo em Brasília.
Tentativas frustradas
Antes de procurar o BTG, o Master havia sido oferecido ao BRB, banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. A negociação, porém, esbarrou em problemas na carteira de crédito e acabou vetada pelo Banco Central em setembro de 2025. Dois meses depois, em novembro, o órgão decretou a liquidação do Master.
Motivo do conselho
Segundo relatos obtidos pelo site Poder360, Lula se mostrou favorável à permanência de Vorcaro no mercado bancário por defender a redução da concentração do setor, dominado por Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. No encontro, o empresário afirmou que pretendia “quebrar o oligopólio” dessas instituições.
Após a reunião no Planalto, Vorcaro relatou à namorada, a influenciadora Martha Graeff, que o encontro fora “ótimo” e destacou a presença de “três ministros” e do futuro presidente do Banco Central.
Com informações de Gazeta do Povo