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Maioria dos eleitores rejeita redução de penas para atos de 8 de janeiro, aponta Quaest

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Pesquisa nacional do instituto Quaest, divulgada neste domingo (17), indica que 52% dos eleitores se opõem à Lei da Dosimetria, que prevê diminuição das penas impostas aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Outros 39% apoiam a medida, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.

Quem seria beneficiado

Questionados sobre quem ganharia com a nova legislação, 54% dos entrevistados disseram acreditar que a redução alcançaria o ex-presidente Jair Bolsonaro; 34% afirmaram que todos os envolvidos nos atos seriam favorecidos; e 12% não opinaram.

Metodologia

O levantamento ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre 8 e 11 de maio. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Tramitação da lei

O texto começou como proposta de anistia integral, mas foi alterado pela Câmara dos Deputados para apenas reduzir as penas. Aprovada também pelo Senado, a matéria foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro. Em 30 de abril, o Congresso derrubou o veto — 318 votos na Câmara e 49 no Senado — e o presidente do Congresso promulgou a lei em 8 de maio, data de início da coleta de dados da Quaest.

No entanto, a aplicação da norma está suspensa por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa ações de partidos de esquerda pedindo a inconstitucionalidade da medida.

Com informações de Gazeta do Povo