Brasília – 16/05/2026. Criminosos têm utilizado o nome do programa federal Desenrola 2.0 para enganar brasileiros endividados, prometendo retirar o CPF de cadastros de inadimplentes em até cinco dias mediante pagamento antecipado via Pix ou boleto.
A fraude circula em redes sociais e aplicativos de mensagens. Para atrair vítimas, os golpistas criam sites que reproduzem o visual de plataformas oficiais do Desenrola 2.0, oferecem descontos expressivos e garantem aprovação imediata na renegociação de dívidas.
Após preencher um cadastro, o consumidor é orientado a quitar supostas “taxas de liberação”, “análise de crédito” ou “ativação do benefício”. Depois do repasse, o contato é interrompido e o dinheiro não é devolvido.
Uso de perfis falsos e vídeos com inteligência artificial
Investigadores identificaram perfis em redes sociais que recorrem a inteligência artificial para produzir vídeos com depoimentos falsos de beneficiários. Também foram detectadas mensagens em massa informando que o CPF do destinatário estaria “pré-aprovado” para condições especiais.
Programa oficial não cobra valores antecipados
Especialistas em segurança digital ressaltam que o Desenrola 2.0, relançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, não exige qualquer pagamento adiantado. A adesão deve ser feita exclusivamente em bancos, instituições financeiras ou plataformas governamentais autorizadas.
O novo formato do programa ampliou o público-alvo e passou a contemplar estudantes, micro e pequenas empresas, agricultores familiares, aposentados e servidores públicos, o que aumentou a procura por informações e, consequentemente, a ação de golpistas.
Orientações de prevenção
Autoridades recomendam:
- desconfiar de promessas de “nome limpo” em poucos dias;
- evitar clicar em links recebidos por mensagens;
- confirmar renegociações diretamente nos canais oficiais de bancos ou do governo;
- nunca efetuar pagamentos prévios para participar do programa.
Denúncias podem ser registradas nas delegacias especializadas em crimes cibernéticos ou nos Procons estaduais.
Com informações de Gazeta do Povo