Brasília – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja condenado pelo crime de coação no curso do processo.
No documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro articulou junto a autoridades do governo Donald Trump a imposição de sanções ao Brasil e a ministros do STF. O objetivo, segundo a PGR, seria assegurar “a impunidade” do ex-chefe do Executivo e de investigados ligados a ele.
“Sob o pretexto retórico de salvaguardar a liberdade dos cidadãos brasileiros, o réu buscava, em última análise, assegurar a impunidade de seu genitor”, escreveu Gonet nas alegações finais.
De acordo com a acusação, Eduardo Bolsonaro utilizou sua rede de contatos no alto escalão dos Estados Unidos para realizar “sucessivas e continuadas ações voltadas à interferência” no julgamento que envolve Jair Bolsonaro. A PGR sustenta ainda que o ex-parlamentar teria anunciado as supostas sanções com antecedência e se “vangloriado” publicamente da influência internacional, o que teria constrangido a cúpula do Judiciário brasileiro.
O pedido de condenação foi apresentado no âmbito de ação penal que tramita no Supremo. O processo segue em andamento e ainda não há data para julgamento.
Com informações de Gazeta do Povo