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Washington amplia cerco e pune rede que vende petróleo iraniano à China

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Washington (11.mai.2026) – O governo dos Estados Unidos impôs nesta segunda-feira (11) novas sanções contra três pessoas e nove empresas acusadas de facilitar a exportação de petróleo do Irã para a China, anunciou o Departamento do Tesouro.

Segundo a pasta, a ação atinge uma estrutura ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) que, por meio de companhias de fachada, dribla restrições internacionais, oculta a origem do produto e direciona receitas ao regime iraniano.

Alvos distribuídos por três regiões

O pacote inclui quatro empresas registradas em Hong Kong, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã. Entre elas estão Hong Kong Blue Ocean Limited, Hong Kong Sanmu Limited, Ocean Allianz Shipping LLC, Atic Energy FZE e Zeus Logistics Group. As pessoas sancionadas são apontadas pelo Tesouro como responsáveis por coordenar pagamentos e logística de embarques ligados ao IRGC.

Contexto diplomático

A iniciativa ocorre poucos dias antes da reunião prevista entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. De acordo com a imprensa norte-americana, Trump pretende pressionar Pequim a colaborar na solução do impasse com Teerã e na reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de energia.

“Economic Fury”

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as sanções integram a campanha Economic Fury, cujo objetivo é “privar o regime de financiamento para programas de armas, milícias aliadas e ambições nucleares”.

De acordo com o governo, a ofensiva financeira já bloqueou bilhões de dólares em receitas petrolíferas previstas para o Irã, congelou cerca de US$ 500 milhões em criptomoedas associadas ao regime e desarticulou redes bancárias paralelas.

Frota sombra na mira

A medida também busca conter o uso da “frota sombra”, composta por petroleiros que operam fora dos canais tradicionais de fiscalização. Empresas de Hong Kong, Dubai, Sharjah e Omã teriam coordenado carregamentos em navios já submetidos a penalidades norte-americanas.

Recompensa por informações

Paralelamente, o Departamento de Estado ofereceu recompensa de até US$ 15 milhões por dados que ajudem a desmontar esquemas financeiros do IRGC.

Com informações de Gazeta do Povo