Uma estudante surda emocionou participantes e internautas ao declarar publicamente sua fé em Jesus usando a língua de sinais durante um batismo coletivo realizado na Universidade Estadual de Oklahoma (OSU), nos Estados Unidos, na última semana.
O batismo integrou um culto promovido pelo movimento evangelístico UniteUS, que reuniu mais de 5 mil universitários. Ao final da programação, marcada por momentos de oração, louvor e pregação, centenas de jovens decidiram seguir a fé cristã e 54 optaram pelo batismo em banheiras improvisadas.
A cerimônia da jovem surda foi conduzida pela evangelista Jennie Allen e por colegas estudantes. Em vídeo publicado no Instagram, uma intérprete traduziu o Evangelho para a batizanda, que respondeu em língua de sinais: “O que eu declaro esta noite é que seguirei Jesus por toda a minha vida. Jesus significa tudo para mim”.
Antes de ser imersa na água, a aluna agradeceu à comunidade universitária: “Comecei a aprender sobre Jesus com vocês. Muito obrigada por me ajudarem a entender quem Ele é e a me conectar com Deus. Quero seguir a Cristo e aprender muito mais sobre Ele”. Após a imersão, o público celebrou com aplausos e expressões de júbilo.
Repercussão nas redes
O testemunho gerou forte repercussão on-line. Uma mãe comentou: “Minha filha com deficiência auditiva diz que Jesus é a única pessoa que ela pode ouvir como todos os outros”. Outro usuário agradeceu a presença de intérpretes: “Obrigado por fornecer um intérprete este ano para que todos os estudantes da OSU tenham acesso a Cristo”.
Desafios da comunidade surda
Dados citados pelo missionário Brandon Gaskin, também deficiente auditivo, apontam que 98% das pessoas surdas nos EUA nunca foram alcançadas pelo Evangelho. Ele destaca que cerca de 80% desse grupo vive em bairros de baixa e média renda, o que amplia a exclusão social e limita oportunidades de educação e emprego.
Gaskin lidera o projeto Deaf Millennial, plataforma que oferece recursos digitais e treinamento em Língua Americana de Sinais para incentivar igrejas a se engajarem na evangelização da comunidade surda. “Precisamos tornar a evangelização e o envolvimento com os surdos uma prioridade”, afirma.
A história da jovem na OSU reforça o apelo por inclusão, mostrando a importância de intérpretes e de ações que possibilitem a participação plena de pessoas surdas em atividades de fé.
Com informações de Guiame