Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou processo para apurar a aplicação de R$ 4,5 milhões em recursos federais destinados à organização do acervo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação, iniciada em 27 de abril de 2026, foi provocada por representação do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que questiona o repasse de verbas públicas para um acervo de caráter privado. O parlamentar pediu a suspensão imediata do financiamento e a abertura de tomada de contas especial, alegando possível desvio de finalidade e falta de transparência.
O caso será relatado pelo ministro Walton Alencar Rodrigues. Segundo a assessoria do TCU, ainda não há informações públicas sobre o andamento do processo nem previsão de data para apreciação em plenário.
Origem dos recursos
O montante foi liberado por meio de um Termo de Execução Descentralizada firmado entre a Casa Civil da Presidência da República e a Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC). O acordo prevê serviços de organização, tratamento técnico, digitalização, transporte e guarda provisória do material, atualmente armazenado em São Bernardo do Campo (SP).
O acervo reúne documentos, fotografias, vídeos e outros itens ligados à trajetória política de Lula. Em nota, a Casa Civil classificou o conjunto como “de interesse público” e “parte do patrimônio cultural brasileiro”. Até o fechamento desta reportagem, nem a Casa Civil nem a Presidência da República se pronunciaram oficialmente sobre a investigação.
Próximos passos
Com a abertura do processo, o TCU poderá solicitar informações adicionais ao governo federal, requisitar documentos e realizar diligências para verificar a regularidade da despesa.
Com informações de Gazeta do Povo