Morar sozinho no Brasil continuará pesando no bolso em 2026. Levantamento que reúne índices de aluguel, preços da cesta básica e contas fixas aponta que, nas principais capitais, um adulto precisa de pelo menos R$ 3.568,35 por mês apenas para cobrir despesas essenciais.
Aluguel leva a maior fatia do orçamento
Segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, o valor médio anunciado em dezembro de 2025 foi de R$ 50,98 por metro quadrado. Assim, um apartamento de 40 m² — metragem comum entre quem vive só — custa cerca de R$ 2.039,20 mensais.
Alimentação vem logo em seguida
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) mostram que a cesta básica em São Paulo fechou dezembro de 2025 em R$ 845,95. A planejadora financeira Adriana Ricci recomenda compras semanais com lista, uso de marcas próprias e preparo de refeições em casa para conter gastos.
Contas fixas completam a lista
Levantamento da FIDUC, elaborado a pedido do portal E-Investidor, indica os seguintes custos médios mensais:
Energia elétrica: R$ 100
Internet: R$ 150
Condomínio: R$ 200
Transporte público onera menos que carro
Para quem usa ônibus na capital paulista, a despesa estimada é de R$ 233,20 ao mês, considerando 22 dias úteis. Já a manutenção de um veículo próprio pode igualar ou ultrapassar o valor do aluguel quando se somam combustível, estacionamento, seguro e impostos.
Soma dos gastos essenciais
Com base nos valores médios apurados, o orçamento mínimo mensal para viver sozinho em uma grande cidade fica assim:
Aluguel: R$ 2.039,20
Alimentação: R$ 845,95
Energia elétrica: R$ 100
Internet: R$ 150
Condomínio: R$ 200
Transporte público: R$ 233,20
Total aproximado: R$ 3.568,35
O cálculo não inclui lazer, saúde, vestuário, educação, imprevistos ou reserva de emergência. Para Ricci, manter um orçamento detalhado e formar um fundo que cubra de seis a 12 meses dessas despesas básicas são passos essenciais para quem pretende morar sozinho com tranquilidade financeira.
Com informações de Gazeta do Povo