O Palácio do Planalto renovou contratos de publicidade institucional e intensificou campanhas em diferentes meios de comunicação na tentativa de elevar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes das eleições de 2026.
Contratos de R$ 562,5 milhões
No dia 25 de maio, a Secretaria de Comunicação Social (Secom), chefiada pelo ministro Sidônio Palmeira, prorrogou por mais 12 meses quatro contratos de divulgação do governo federal. Somados, eles chegam a R$ 562,5 milhões.
Campanhas de maior apelo
A pasta concentra recursos em temas considerados vitrine do terceiro mandato de Lula. A ação mais cara é a campanha pelo fim da escala 6×1, orçada em R$ 80 milhões. O valor supera os R$ 45 milhões reservados para a nova fase do Desenrola Brasil e é o dobro dos recursos destinados à divulgação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.
Anúncios nas redes sociais
Além dos meios tradicionais, a Secom reforçou a compra de anúncios digitais. Entre 31 de maio e 6 de junho, foram aplicados cerca de R$ 687 mil em publicações sobre o fim da escala 6×1 no Facebook e no Instagram, segundo dados da biblioteca de anúncios da Meta.
Popularidade em recuperação
Pesquisa Datafolha divulgada em maio apontou que a avaliação negativa do governo ainda supera a positiva, mas a diferença caiu de 11 para 6 pontos percentuais entre abril e maio. O mesmo levantamento mostra empate na aprovação pessoal do presidente: 48% aprovam e 48% desaprovam.
O instituto ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 139 municípios nos dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. O registro no TSE é BR-07489/2026.
Limites eleitorais
Pela legislação, a veiculação de publicidade institucional sobre programas, obras e serviços públicos só pode ocorrer até 4 de julho. Depois dessa data, ficam valendo as restrições do calendário eleitoral, salvo casos de comprovada necessidade pública chancelada pela Justiça Eleitoral.
Mobilização de militância digital
Paralelamente, o PT lançou em 9 de junho o programa “Porta-Vozes do Lula”, que organiza militantes, parlamentares e simpatizantes em grupos de WhatsApp. Participantes recebem conteúdos prontos para compartilhar e cumprem “missões” diárias que geram pontuação em ranking interno.
Durante o lançamento, transmitido pelo YouTube, o deputado André Janones (Avante-MG) apresentou técnicas de engajamento usadas na campanha de 2022. A iniciativa foi criticada por opositores, entre eles o deputado Mário Frias (PL-SP), que acusou Janones de ensinar práticas de desinformação. O PT não comentou as críticas até o momento.
Com informações de Gazeta do Povo