Brasília — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, uma imagem do casamento da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), para contestar a participação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na cerimônia.
A postagem ocorre poucos dias após Moraes votar, no plenário virtual do STF, pela condenação de Eduardo a um ano de detenção em regime inicial aberto e ao pagamento de multa em processo por difamação movido por Tabata.
Nas redes sociais, o ex-parlamentar citou o artigo 145 do Código de Processo Civil e o artigo 254 do Código de Processo Penal, que tratam da suspeição de magistrados quando há proximidade com partes envolvidas na ação. “Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, escreveu Bolsonaro ao lado da foto que reúne a autora da ação e o ministro.
Origem da ação
Tabata ingressou com queixa-crime depois de Eduardo divulgar, em 2021, uma montagem que associava um projeto da deputada sobre distribuição de absorventes ao empresário Jorge Paulo Lemann e à empresa Procter & Gamble.
Voto em andamento no STF
No julgamento iniciado na sexta-feira, 17 de abril, Moraes propôs pena de um ano de prisão, 39 dias-multa — cada dia calculado em dois salários mínimos de R$ 1.621 — e publicação da sentença nas redes sociais do ex-deputado. Até o momento, ele é o único a votar; o plenário virtual permanece aberto até 28 de abril, com placar parcial de 1 a 0 pela condenação.
A publicação de Eduardo Bolsonaro manteve o tema em destaque nas redes sociais e reacendeu o debate sobre possíveis impedimentos de magistrados em processos que envolvem pessoas com quem mantenham relações pessoais.
Com informações de Direita Online