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Oposição apresenta plano de transição, mas chavismo adia definição de novas eleições na Venezuela

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Caracas – A Plataforma Unitária Democrática (PUD) divulgou nesta segunda-feira (20) um plano em três fases para restaurar a democracia na Venezuela, mas o calendário para a próxima eleição presidencial continua sem data definida.

O que prevê o roteiro oposicionista

A proposta estabelece, em sequência, estabilização política, recuperação econômica e reconciliação nacional. Entre as exigências estão a criação de um Conselho Nacional Eleitoral independente, a libertação de presos políticos, o fim das restrições que impedem líderes opositores de se candidatar e a presença de observadores internacionais, como União Europeia e Organização dos Estados Americanos.

Resistência do governo

Mesmo sob pressão interna e externa, o regime chavista evita marcar o pleito. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirma que é preciso “diálogo profundo” antes de qualquer decisão. No campo jurídico, o Tribunal Supremo de Justiça deve prorrogar o mandato interino da líder chavista Delcy Rodríguez, alegando “ausência temporária” do presidente após a prisão de Nicolás Maduro em janeiro.

Clamor popular por rapidez

Levantamento da consultoria Poder & Estrategia mostra que 64% dos venezuelanos desejam votar ainda em 2026, enquanto apenas 13% aceitariam adiar a escolha para 2027, sinal do desejo majoritário por retomada do processo democrático.

Postura dos Estados Unidos

Em Washington, o secretário de Estado Marco Rubio adota tom cauteloso. Ele reconhece avanços pontuais sob Delcy Rodríguez – como ajustes no setor petrolífero e libertação de alguns detidos – e defende eleições livres, mas sem pressionar por prazos. Segundo Rubio, “a Venezuela está em situação melhor do que antes”, motivo pelo qual pede paciência à comunidade internacional.

Delcy Rodríguez já se prepara para concorrer

Documentos registrados nos Estados Unidos revelam que a dirigente interina contratou advogados norte-americanos para estruturar sua futura campanha, confirmando a intenção de disputar a Presidência. A medida indica que o chavismo pretende permanecer no poder por meio do voto, mesmo sem indicar quando a votação ocorrerá.

Até o momento, não há cronograma oficial para a escolha do próximo chefe do Executivo venezuelano.

Com informações de Gazeta do Povo