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Azul prevê reduzir frequências de voos devido ao encarecimento do combustível

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A Azul Linhas Aéreas anunciou que pretende cortar novas frequências de voos nos próximos meses por causa da disparada no preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Irã e pelos bloqueios no estreito de Ormuz.

O presidente da companhia, John Rodgerson, disse à agência Reuters, nesta sexta-feira (7), que a empresa já havia eliminado algumas operações na expectativa de um conflito breve, mas a permanência da crise obriga a companhia a adotar cortes adicionais para proteger o caixa e evitar perdas maiores.

Rotas domésticas na mira

Até o momento, a redução atingiu principalmente voos internacionais. Agora, a Azul estuda diminuir viagens dentro do país, priorizando trajetos com muitas decolagens diárias. “Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro”, exemplificou Rodgerson.

A estratégia, segundo o executivo, é enxugar primeiro frequências menos rentáveis antes de retirar destinos do mapa. A medida pode afetar a oferta de assentos e pressionar tarifas no mercado doméstico.

Querosene segue caro apesar de alívio pontual

Na segunda-feira (1º), a Petrobras reduziu em 14,2% o preço médio do querosene de aviação vendido às distribuidoras, um recuo de R$ 0,93 por litro em relação a maio. Embora represente alívio temporário, o combustível acumula alta de 54,5% em 2026 e permanece R$ 1,98 por litro acima do valor registrado em dezembro passado.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene responde hoje por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias, porcentual que limita a capacidade de repassar integralmente os gastos ao consumidor e reduz a rentabilidade do setor.

Com informações de Gazeta do Povo