Teerã, 2 de abril de 2026 – A Guarda Revolucionária do Irã declarou, nesta quinta-feira (2), que realizou um ataque contra um centro de dados da Amazon situado no Bahrein, cumprindo a ameaça feita na véspera de atingir empresas norte-americanas instaladas no Oriente Médio.
De acordo com a agência estatal Mehr, ligada à elite militar iraniana, a ofensiva forçou a gigante de tecnologia a “deixar a região”. Nenhum detalhe sobre danos ou vítimas foi divulgado.
Prazo e lista de alvos
Na terça-feira (31), a Guarda Revolucionária anunciou que começaria a bombardear interesses empresariais dos Estados Unidos a partir de quarta (1º). Entre as 18 companhias citadas estavam Microsoft, Apple, Google, HP, Intel, Meta, IBM e Boeing.
Retaliação contra bases militares
No mesmo comunicado desta quinta, o grupo disse ter atacado sete instalações militares americanas e israelenses em represália à morte de altos funcionários iranianos. Não foram apresentados dados sobre a localização exata ou a extensão dos supostos bombardeios.
Escalada regional
O episódio ocorre em meio ao conflito aberto após Washington e Tel Aviv declararem guerra ao regime de Teerã em 28 de fevereiro. Desde então, o Irã respondeu com ataques a alvos dos EUA, investidas contra infraestrutura energética e o fechamento do Estreito de Ormuz.
Israel mira finanças da Guarda Revolucionária
Em nota divulgada nesta quinta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram ter bombardeado, na noite anterior, o quartel-general e centro financeiro da Guarda Revolucionária em Teerã. Segundo as FDI, o local administrava orçamentos de segurança e repassava recursos a grupos aliados como Hezbollah, Hamas e Houthis, além de financiar a produção de mísseis balísticos.
Com informações de Gazeta do Povo