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Flávio Bolsonaro acusa Lula de elevar impostos em meio à escalada dos combustíveis

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Brasília, 20 de março de 2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se aproveitando da crise internacional, provocada pela guerra no Irã, para aumentar a carga tributária sobre o setor de combustíveis.

Durante evento empresarial realizado no Rio de Janeiro na quinta-feira (19), o parlamentar criticou a instituição de um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, criado para compensar a perda de arrecadação decorrente da desoneração de PIS e Cofins. Segundo ele, a medida representa “intervenção no mercado” e não soluciona a alta de preços nos postos.

“Ele [Lula] consegue enxergar oportunidade de aumentar imposto até numa situação de crise como essa. Estamos falando de contratos já assinados e demandas externas que precisam ser atendidas. Não faz sentido tentar segurar o produto aqui”, declarou o senador.

Governo defende maior oferta interna

O Palácio do Planalto argumenta que a taxação das exportações incentivará refinarias a ampliar a produção doméstica e, consequentemente, ajudará a conter o valor dos combustíveis. Em 2025, o Brasil exportou US$ 44,6 bilhões em petróleo.

Caminhoneiros e preço do diesel

Flávio Bolsonaro também atacou a relação do Executivo com os caminhoneiros, categoria que ameaça nova paralisação diante do aumento dos custos. Para o senador, o recente reajuste do diesel nas refinarias anula o efeito dos cortes tributários anunciados poucos dias antes pela equipe econômica.

Projeção de eventual governo

No mesmo discurso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu repetir a política econômica adotada entre 2019 e 2022, baseada em controle de gastos e redução de tributos. “Vamos gastar menos do que arrecadamos e diminuir impostos”, resumiu.

A possibilidade de disputa eleitoral entre Lula e Flávio em 2026 levou o PT a intensificar críticas ao senador, que passou a ser alvo de uma nova resolução política aprovada pela legenda no início da semana.

Com informações de Gazeta do Povo