O governo Luiz Inácio Lula da Silva finalizou somente 12% das 6.227 obras de educação previstas para o atual mandato. De acordo com levantamento da Folha de S.Paulo, 722 projetos haviam sido entregues até março de 2026.
Entre as intervenções concluídas, 721 são reformas ou retomadas de canteiros abandonados em gestões anteriores. Apenas uma obra foi iniciada e concluída integralmente dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
A execução orçamentária é apontada como principal entrave. Dos R$ 15 bilhões destinados ao setor, apenas R$ 1,2 bilhão foi efetivamente pago até o momento. Embora o Ministério da Educação afirme que os recursos estejam disponíveis, a liberação depende de estados e municípios, que enfrentam dificuldades em processos licitatórios e carência de equipes técnicas.
A lentidão atinge sobretudo a criação de vagas em creches. Em 2025, mais de 826 mil crianças aguardavam atendimento, refletindo um gargalo histórico na educação básica do país.
Mesmo diante do atraso, o governo projeta acelerar as entregas nos próximos meses para destravar investimentos e ampliar a oferta de vagas.
Avaliação do governo recua
Paralelamente, a percepção da população sobre a gestão federal piorou. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) indica que 43% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo, ante 39% em fevereiro. Já a avaliação positiva permanece em 31%.
No campo econômico, 48% dos respondentes afirmam que a situação do país se deteriorou nos últimos 12 meses, fator que também pesa na imagem do governo.
Com informações de Direita Online