Brasília, 26/02/2026 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (25) que o recente aumento das alíquotas de importação sobre smartphones e outros eletrônicos tem caráter “exclusivamente regulatório” e não provocará alta nos preços praticados no mercado interno.
A decisão, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, eleva tributos de aproximadamente mil itens, entre eles bens de informática, telecomunicações e equipamentos eletrônicos, com previsão de arrecadar R$ 14 bilhões em 2026.
Segundo Haddad, mais de 90% dos celulares comercializados no país são produzidos localmente, principalmente na Zona Franca de Manaus, o que neutralizaria qualquer repasse de custos ao consumidor. “É mentira dizer que ficará mais caro; os produtos são feitos aqui”, declarou o ministro a jornalistas.
O titular da Fazenda acrescentou que itens sem fabricação nacional poderão ter a tarifa reduzida a zero “a qualquer momento”, para evitar prejuízos a setores específicos. Para companhias estrangeiras que não produzem no Brasil, a alíquota ficará entre 5% e 9%.
Incentivo à produção interna
Haddad justificou a medida como forma de proteger a cadeia produtiva nacional e encorajar empresas internacionais a instalarem linhas de montagem no país. Ele também acusou oposicionistas de disseminar informações falsas sobre eventual alta de preços.
Dados do governo apontam crescimento de 33,4% nas importações de eletrônicos desde 2022, elevando a participação de produtos estrangeiros no consumo doméstico para mais de 45% até dezembro passado. Em nota técnica, o Ministério da Fazenda alertou que esse avanço ameaça “colapsar elos da cadeia produtiva” e gerar retrocessos tecnológicos de difícil reversão.
O ministro concluiu pedindo “responsabilidade no debate público” e reiterou que a nova tarifa busca preservar empregos e garantir competitividade à indústria brasileira, sem custo adicional para o consumidor final.
Com informações de Gazeta do Povo