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Alckmin descarta debate no governo para revogar “taxa das blusinhas”

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Presidente em exercício, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) afirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, que não há qualquer discussão dentro do governo para extinguir o imposto sobre encomendas internacionais de baixo valor, popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”.

“Isso foi aprovado lá atrás pelo Congresso Nacional e não há nenhuma decisão sobre este tema”, declarou Alckmin, referindo-se à cobrança aplicada a compras em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Na quinta-feira (16), o vice já havia defendido a manutenção da alíquota, apontando que, mesmo com o tributo, a carga sobre produtos importados ainda seria inferior à imposta à produção nacional.

A tarifa, instituída em 2024, prevê imposto de 20% para compras de até US$ 50. Acima desse limite, a alíquota sobe para 60%, com desconto fixo de US$ 20.

Dados da Receita Federal indicam arrecadação recorde de R$ 5 bilhões em 2025 com o imposto sobre encomendas internacionais, superando os R$ 2,88 bilhões registrados em 2024.

A resistência de Alckmin contrasta com a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na terça-feira (14) qualificou a cobrança como “desnecessária”. Pressionado pela impopularidade da medida, o Palácio do Planalto avalia a possibilidade de revogação, segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que advertiu para o impacto fiscal de eventual mudança.

Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostra que 62% dos brasileiros consideram a “taxa das blusinhas” um erro do governo, enquanto 30% a aprovam.

Alckmin ocupa a Presidência desde quinta-feira, enquanto Lula cumpre agenda oficial na Europa.

Com informações de Gazeta do Povo