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CPI do Crime Organizado sugere nova intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

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Brasília — O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado recomendou uma nova intervenção federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro. O documento foi apresentado nesta quinta-feira (18) e cita o avanço simultâneo de facções criminosas e milícias como motivo para a medida.

Objetivo da intervenção proposta

A CPI defende a repetição da estratégia aplicada em 2018, quando as Forças Armadas assumiram o controle da segurança estadual com foco na reestruturação das polícias. Na ocasião, o governo federal destinou mais de R$ 1 bilhão para aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos, além de treinamentos em logística para otimizar compras e manutenção de veículos.

Resultados obtidos em 2018

Dados apresentados no relatório indicam redução de 35% nos casos de latrocínio, queda nos roubos de carga e de veículos e diminuição de 13% na letalidade violenta ao fim do período de intervenção.

Interrupção das diretrizes anteriores

A intervenção terminou em 1º de janeiro de 2019, com a posse do então governador Wilson Witzel. Segundo a CPI, embora existissem planos para continuidade da política de segurança permanente, a gestão estadual abandonou as orientações e priorizou operações pontuais em comunidades.

Argumentos do relator

O senador Alessandro Vieira, relator da comissão, sustenta que a violência no Rio compromete a soberania do Estado. Para ele, a presença simultânea de duas grandes facções rivais e de grupos paramilitares configura um quadro que exige ação federal “de grande magnitude”.

Possibilidade de nova intervenção

Apesar da recomendação, o relatório não foi votado devido a manobras regimentais de parlamentares ligados ao governo. Qualquer intervenção depende de decreto presidencial seguido de aprovação do Congresso Nacional, e o Palácio do Planalto ainda não sinalizou se adotará a sugestão.

O cenário, portanto, permanece indefinido enquanto o documento aguarda deliberação dos parlamentares.

Com informações de Gazeta do Povo