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Europa mobiliza tropas no Ártico e promete proteger Groenlândia após novas ameaças de Trump

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Países europeus anunciaram neste domingo (18) o envio de reforços militares ao Ártico para garantir a defesa da Groenlândia diante das recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha.

Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Países Baixos divulgaram comunicado conjunto em que reafirmam “o compromisso de fortalecer a segurança do Ártico como interesse transatlântico comum”. Todos são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A nota foi divulgada poucas horas antes de uma reunião de emergência convocada pela União Europeia, marcada para as 17h (horário local / 12h em Brasília), em Nicósia, capital do Chipre, que ocupa a presidência rotativa do bloco. Embaixadores dos 27 países discutirão uma resposta unificada à pressão norte-americana para comprar o território autônomo sob soberania dinamarquesa.

Envio de tropas e ameaça tarifária

Na semana passada, França, Alemanha e Reino Unido despacharam pequenos contingentes para a Groenlândia a pedido de Copenhague. A movimentação levou Trump a ameaçar impor tarifa de 10% sobre produtos desses oito aliados europeus caso não fosse autorizado a assumir o controle da ilha.

O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que pedirá à Comissão Europeia a ativação do instrumento conhecido como “anti-coerção”, que permite ao bloco retaliar pressões econômicas externas com restrições a importações. A medida, apelidada de “bazuca comercial”, jamais foi utilizada.

Reação local e protestos

O governo da Groenlândia agradeceu o respaldo europeu e declarou que a solidariedade internacional é “crucial” diante da escalada de tensões. A ministra de Negócios, Energia e Minerais, Naaja Nathanielsen, afirmou que o momento exige “decência e coragem”.

No sábado (17), milhares de manifestantes saíram às ruas em Nuuk, capital groenlandesa, e em Copenhague para exigir que Washington respeite o direito da ilha de definir seu próprio futuro.

Trump sustenta que a posição estratégica da Groenlândia e seus vastos depósitos minerais são vitais para a segurança dos Estados Unidos e não descartou o uso da força para obter o território, aumentando o receio de confronto direto entre membros da Otan.

A União Europeia e os governos nacionais envolvidos reiteraram que “qualquer alteração no status” da Groenlândia depende exclusivamente de decisão dinamarquesa e do parlamento local.

Com informações de Gazeta do Povo