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Executivo investigado por ligação ao PCC intermediou compra de resort da família Toffoli

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Silvano Gersztel, ex-sócio e executivo da gestora de ativos Reag, representou um fundo de investimento na aquisição de parte do resort Tayayá, no Paraná, que pertencia aos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A operação ocorreu em 2021, quando o fundo desembolsou R$ 6,6 milhões para adquirir 50% da participação de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli.

Gersztel é alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura suposto esquema envolvendo combustíveis ligado à facção criminosa PCC. Durante as investigações, ele sofreu busca e apreensão e acabou renunciando ao cargo na Reag, onde permaneceu como sócio por nove anos. A gestora nega qualquer envolvimento em atividades ilícitas.

Segundo informações obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a ligação de Gersztel com o negócio se deu por meio de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Zettel era cotista de fundos administrados pela Reag que direcionaram cerca de R$ 20 milhões para a compra do resort. Ele confirmou ter investido no fundo, mas afirmou ter deixado a aplicação em 2022; o veículo teria sido liquidado em 2025.

A reportagem do Estadão não localizou Gersztel para comentar o caso. O ministro Dias Toffoli e seus irmãos também não se manifestaram. A defesa de Daniel Vorcaro declarou que o banqueiro nunca teve conhecimento ou participação em investimentos relacionados ao Tayayá ou a outros ativos dos fundos administrados pela Reag.

Com informações de Gazeta do Povo